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30/07/2026

SINSERPU-JF atento: obras da Casa da Mullher avançam em terreno do JFPREV

A construção da Casa da Mulher Brasileira em Juiz de Fora, iniciada em abril no Centro da cidade com investimento de R$ 7 milhões e prazo de 11 meses, enfrenta um imbróglio. O equipamento ocupará um terreno de propriedade do JFPREV, entre a Rua José Calil Ahouagi e a Avenida Brasil, porém as obras começaram sem aviso ou consentimento dos conselhos do órgão previdenciário dos servidores municipais. A ausência de formalização prévia estaria relacionada ao prazo para utilização da verba federal, sob risco de perda do recurso . Essa situação foi abordada na reunião do Conselho de Administração do JFPREV em 15 de junho, em que foi informadou que a Prefeitura fará o pagamento pelo terreno, ainda sem valor definido, mas estimado em R$ 18 milhões, com 10% à vista e o restante em 60 parcelas. O Conselho, no entanto, deliberou notificar a Prefeitura para formalizar a compra e esclarecer o início das obras sem a devida aquisição .
Diante da falta de transparência, o Conselho Fiscal também exigiu uma reunião com o Secretário da Fazenda, Richard Tavares de Souza, para discutir valor, forma e prazo de pagamento. Após esse encontro, uma reunião conjunta dos Conselhos deverá ser convocada para repassar todas as informações. O SINSERPU-JF acompanha atentamente a situação, defendendo a regularidade e transparência do processo, além da garantia dos interesses do fundo previdenciário dos servidores, enquanto a categoria aguarda posicionamento oficial sobre a negociação. A Casa da Mulher é uma política federal de atendimento integrado a vítimas de violência, e sua implementação não pode ser marcada por irregularidades que comprometam o patrimônio do JFPREV.
O SINSERPU-JF considera a construção da Casa da Mulher um avanço fundamental para a política de atendimento às vítimas de violência em Juiz de Fora. A união de serviços especializados como Delegacia da Mulher, atendimento psicológico e social, Defensoria Pública, Ministério Público e Vara do Tribunal de Justiça em um único local é essencial para garantir acolhimento, escuta qualificada e evitar a revitimização durante o processo. Essa iniciativa assegura que nenhuma mulher precise se deslocar por diferentes órgãos para buscar ajuda, o que representa um salto na qualidade do serviço público prestado à população. O SINSERPU-JF, porém, frisa que a relevância social do equipamento não justifica atropelos administrativos que comprometam o patrimônio dos servidores municipais; a regularidade e a negociação clara são condições inegociáveis para que o projeto seja legítimo em sua totalidade.

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