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07/07/2026

SINSERPU-JF volta a criticar o Pronto, apresenta propostas para aperfeiçoar o CORE/MG e pede audiência sobre violência na Saúde

Visando proteger os trabalhadores da saúde e assegurar um atendimento digno e eficiente à população, o SINSERPU-JF apresentou, durante Audiência Pública realizada na tarde/noite desta terça-feira (7 de julho), uma série de encaminhamentos concretos para aperfeiçoar a implantação do CORE/MG (Central de Regulação do Estado de Minas Gerais) – o novo sistema de centralização de vagas e de regulação do acesso à rede hospitalar, em vigor desde meados de maio, mas alvo de muitas críticas e reclamações.
Antes, com a autoridade de quem vem discutindo de forma crítica o assunto desde abril de 2025, o SINSERPU-JF relembrou todos os problemas do PRONTO (Prontuário Online Fácil) – que, na verdade, nunca foi efetivamente implantado nas UBS e UPAS da rede municipal. “É uma situação muito complicada, o sistema é defeituoso e não se comunica com nada. Infelizmente, o município está ‘provando do próprio veneno’ com o CORE estadual. As deficiências são parecidas”, afirmou a presidenta do SINSERPU-JF, Deise Medeiros.
Em seguida, a sindicalista apresentou as nove propostas, em relação ao CORE/MG:
1) Criação de um Comitê de Acompanhamento da Implantação do CORE/MG;
2) Avaliação técnica permanente dos impactos do sistema sobre a assistência, a regulação e as condições de trabalho;
3) Divulgação periódica de indicadores públicos, ponto a ponto;
4) Capacitação continuada e treinamento permanente para todos os profissionais envolvidos;
5) Reforço das equipes administrativas e assistenciais nas unidades;
6) Um Plano de contingência para situações de instabilidade tecnológica ou interrupção do sistema;
7) Garantia formal de que nenhum servidor será responsabilizado administrativamente por falhas decorrentes de problemas estruturais ou operacionais relacionados ao CORE/MG;
8) Apresentação, pelo Município, de relatório técnico contendo avaliação dos resultados da implantação, dificuldades identificadas, medidas corretivas adotadas e proposta de aperfeiçoamento do sistema;
9) Discussão do tema no Conselho Municipal de Saúde, assegurando transparência, participação social e controle das políticas públicas.
Para chegar a essas propostas, o SINSERPU-JF partiu do diagnóstico que a adaptação se deu em um contexto complexo. E que esse processo comprometeu “o fluxo de regulação e as condições de trabalho das equipes”, e produziu muitos problemas no dia a dia: “dificuldades operacionais, instabilidades, alterações de protocolos e necessidade de retrabalho”
“Sob a perspectiva dos trabalhadores, a implantação de um novo sistema sem tempo adequado para capacitação e adaptação aumentou significativamente a sobrecarga laboral, favoreceu o desgaste físico e emocional, ampliou o risco de erros involuntários e expôs os servidores a cobranças incompatíveis com as condições efetivamente disponibilizadas para o desempenho de suas funções”, avaliou Deise Medeiros, em sua participação na Audiência Pública, realizada na Câmara Municipal de Juiz de Fora.
Essas dificuldades apresentadas, no entanto, não devem ser atribuídas, de forma automática, ao sistema informatizado em si. “Decorrem da forma como o processo de implantação foi conduzido, envolvendo planejamento, treinamento, suporte técnico, comunicação institucional, integração entre Estado e Município e mecanismos de transição operacional”, ressaltou a presidenta do SINSERPU-JF
Por fim, mas não menos importante, ela pediu aos vereadores a marcação de uma Audiência Pública exclusivamente para tratar da violência contra os profissionais de saúde. “Nós temos nossos dados sobre o problema – e são, infelizmente, estatísticas marcadas pela subnotificação. Queremos ver dados oficiais e sabemos que a violência nos locais de trabalho tem vários fatores, e um deles é a falta de administração”, avaliou Deise Medeiros.

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