SINSERPU-JF denuncia mais um caso de violência no HPS contra profissional da saúde e cobra providências urgentes
O SINSERPU-JF vem a público manifestar sua indignação diante dos recorrentes episódios de violência contra profissionais da saúde no exercício de suas funções. Nesta quinta-feira, 21 de maio, mais um caso grave foi registrado no Hospital de Pronto-Socorro (HPS), vitimando uma técnica de enfermagem.
A profissional estava ministrando medicação no 3º andar da unidade quando foi atacada pela acompanhante de um dos pacientes. A servidora ficou com marcas das agressões pelo corpo.
O caso ocorre apenas um dia após outro ataque violento contra um médico da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro São Benedito. Na ocasião, o profissional foi derrubado no chão e golpeado com socos na cabeça por um usuário da unidade.
O SINSERPU-JF esteve presente no HPS ainda nesta quinta-feira para prestar todo o apoio necessário à vítima e apurar os fatos. Pela manhã, a presidenta da entidade, Deise Medeiros, participou de uma reunião com representantes da Prefeitura de Juiz de Fora, que durou toda a manhã, para discutir a escalada da violência nas unidades de saúde do município.
É inaceitável que trabalhadores que, diariamente, saem de suas casas para cuidar da saúde da população continuem a ser vítimas de violência. A profissão não pode continuar a ser sinônimo de risco de vida. O SINSERPU-JF já protocolou diversas denúncias e reitera que o poder público precisa agir, antes que a situação fique ainda pior.
Como resultado do encontro, ficou definida a criação de uma comissão específica, composta por representantes dos sindicatos e das cinco regiões da cidade, que terá a missão de dar encaminhamento às demandas e propostas para garantir a segurança dos servidores.
Uma nova reunião já está agendada para a próxima quinta-feira, dia 28 de maio, às 9h, onde a comissão dará continuidade às tratativas.
O SINSERPU-JF reforça que continuará acompanhando os casos, prestando assessoria jurídica e psicológica às vítimas, e cobrando medidas efetivas do poder público para que episódios como esses deixem de ocorrer.