SINSERPU-JF emite relatório próprio sobre processo de interdição de UBSs
Além dos laudos da Defesa Civil, emitidos nesta sexta-feira (13 de março), “liberando a ocupação” das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) dos bairros Alto Grajaú, Jardim da Lua e Santa Cecília (que estavam interditadas), o SINSERPU-JF produziu seus próprios relatórios, com base no acompanhamento in loco do trabalho dos técnicos da DC feito pelos diretores do Sindicato Anderson Luís Gonçalves “Andinho” (Saúde) e Raphael de Oliveira (Legislação e Assuntos Jurídicos)
Sobre a UBS do Alto Grajaú, os sindicalistas anotaram: “O engenheiro (da Defesa Civil) reavaliou toda a estrutura da unidade e liberou-a com ressalvas. A área externa, que dá fundos à caixa d’água da CESAMA, permanecerá interditada para manutenção, impedindo seu uso habitual. O fiscal responsável pela vistoria relatou que não há risco de desabamento da unidade e que vai encaminhar um pedido à secretaria do Meio Ambiente e à Empav para podas do abacateiro que está na parte de fora do muro da unidade, que está forçando o talude. Ele
orientou também sobre a necessidade de colocação de calhas e drenagem do solo a ser canalizada até a rede de captação fluvial. A parte interna e a entrada estão liberadas para trabalhos de saúde e acolhimento de usuários”.
Os representantes do SINSERPU-JF solicitaram à Secretaria de Saúde a execução imediata das manutenções citadas no ofício de correções, para garantir a segurança dos trabalhadores.
No caso da UBS Jardim da Lua, Anderson Gonçalves e Raphael de Oliveira escreveram: “Os engenheiros atestaram que a unidade oferece segurança aos trabalhadores e usuários. Verificaram a parte de trás dos taludes, e o engenheiro Joviano confirmou não haver risco de desmoronamento das encostas ou edificações. Ele orientou a responsável, Emília, a monitorar trincas, rachaduras nas edificações ou água minando no pé da encosta, entrando em contato imediato com a Defesa Civil pelos números indicados no laudo”.
Em relação a UBS de Santa Cecília, as observações do SINSERPU-JF são as seguintes: “O engenheiro Joviano inspecionou a parte interna e externa da edificação, fazendo ponderações. Ele relatou que, no momento, não há risco de desabamento. Solicitará à Secretaria de Meio Ambiente e à EMPAV avaliação para corte de árvores atrás da unidade, que podem cair sobre a edificação. A unidade tem até 9 de abril para operar temporariamente na Associação João de Freitas, no bairro São Mateus. Os profissionais da Defesa Civil expressam preocupação com os recentes acontecimentos no bairro e temem pela segurança. Foi instalado uma câmera de monitoramento na parte superior do Bairro Santa Cecília, operando 24 horas para acompanhar os terrenos”.
Complementando o relatório, o SINSERPU-JF solicitou à Secretaria de Saúde o acompanhamento multidisciplinar de psicologia para os servidores das unidades interditadas temporariamente.
O Sindicato também vai solicitar a especialistas em segurança no trabalho uma avaliação das condições dos trabalhadores após essas observações da Defesa Civil – E o SINSERPU-JF acompanhará todo o processo para garantir a segurança e o atendimento adequado aos trabalhadores.
O trabalho de Anderson Gonçalves e Raphael de Oliveira nesta sexta-feira (13 de março) é um desdobramento da atuação do SINSERPU-JF na quinta-feira (12 de março), quando a presidenta Deise Medeiros, o vice-presidente Weber Wagner e os diretores Anderson Luís Gonçalves “Andinho” (Saúde) e Irlan Pereira (Comunicação Social e Cultura) visitaram as UBS dos bairros Santa Cecília e Alto Grajaú.
Na ocasião, eles constataram uma série de riscos, devidamente listados:
– No Alto Grajaú: Solo instável, com ameaças de desmoronamentos, e rachaduras/trincas nas paredes;
– No Santa Cecília: Dificuldade de rota de fuga, minas d’água e risco de queda de árvores sobre a unidade.
Após essas visitas de quinta-feira, Deise Medeiros e Anderson Gonçalves se reuniram com representantes da Secretaria de Saúde e deixaram claro que o SINSERPU-JF não aceita dividir a responsabilidade pelo retorno dos servidores municipais a essas unidades. Ou seja, se a Prefeitura tomar essa medida, o risco e as possíveis consequências serão exclusivamente dos gestores municipais
Os laudos da Defesa Civil que liberam os locais, emitidos nesta sexta-feira (13 de março), pedem, no item “orientações”: “Executar obras de drenagem pluvial, acompanhar a evolução de trinca e/ou fissuras e das demais manifestações patológicas e corrigir, o quanto antes, todas as avarias verificadas”, nos casos das UBSs do Alto Grajaú e Santa Cecília – para o Jardim da Lua só mesmo o “acompanhamento da evolução de trinca e/ou fissuras e das demais manifestações patológicas”.