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Sinserpu-JF denuncia sucateamento da Empav em audiência pública
SINSERPU-JF DENUNCIA SUCATEAMENTO DA EMPAV EM AUDIÊNCIA PÚBLICA
Em audiência pública na Câmara Municipal, realizada no dia 21 de maio, o presidente do SINSERPU-JF, Amarildo Romanazzi , denunciou o sucateamento da Empav pela Administração Municipal e o risco do seu fechamento. Em seu pronunciamento, Amarildo informou que nos últimos seis anos a Empav amargou um prejuízo de R$ 25,3 milhões. Em níveis percentuais, entre 2012 e 2018 as perdas atingiram o índice astronômico de 836,4%. O documento com as informações prestadas no plenário da Câmara foi protocolado em todos os gabinetes dos vereadores, no dia 22, pelo vice-presidente Francisco Carlos da Silva (Chiquinho) e pelo diretor Vanilson Oliveira, ambos funcionários da Empav.
A empresa (criada na década de 1970 para cuidar de pavimentação, jardinagem/ arborização, criação de artefatos e urbanização), historicamente, sempre manteve o seu equilíbrio financeiro e patrimonial. Em 2012, no entanto, a atividade de tapa-buraco tradicionalmente prestada à Cesama foi transferida para uma empresa particular, o que causou o primeiro baque em sua receita. “A produção e aplicação de massa asfáltica até 2012 era de 1.260 toneladas/mês, distribuídas entre oito equipes que aplicavam em média oito toneladas/dia. Diariamente a Empav atendia oito regiões diferentes da cidade o que gerava uma receita de R$ 500 mil ao mês”, explicou Amarildo.
Com base no balanço da contabilidade da Empav, o presidente do sindicato informou que o serviço de tapa buraco foi reduzido ainda mais a partir de 2013. “De 1.260 toneladas/ mês caiu para 550 toneladas/mês. Atualmente, são apenas quatro equipes aplicando em media 5 a 6 toneladas /dia , diminuindo o raio de ação para apenas quatro regiões da cidade. “
Amarildo denunciou, ainda, abusos administrativos, como cargos comissionados sem concurso com altos salários. Para a direção do sindicato, há possibilidade de saneamento da Empav desde que sejam tomadas as seguintes medidas:
- Realização de concurso para cadastro de reservas, com substituição gradativas de comissionados por efetivos. Isso representaria uma economia de R$ 142,8 mil/mês.
- Economia de aproximadamente R$ 190 mil com o incentivo à aposentadoria de 29 funcionários com tempo para se aposentar.
- Diminuição drástica do número de diretores. Ainda hoje há três diretores para administrar uma empresa cujo volume de trabalho foi bem reduzido. “Sugerimos que se mantenha o diretor presidente por ser o homem de confiança da administração e que os demais sejam ocupados pelos engenheiros atualmente subutilizados”.
- Volta da CGO ou criação de um tributo que auxilie a fonte de custeio do tapa buraco.
- Que o Executivo destine um percentual do Fundo Municipal de Transporte para a Empav para a manutenção de vias públicas.
- Especificação do percentual do IPVA destinado para a manutenção das vias públicas
- Que o valor do ISS arrecadado da Concer e da BR-040 seja destinado à conservação da malha asfáltica do município.
- Retorno da atividade de tapa buraco prestada à Cesama
- Que os comissionados sejam contratados pela Prefeitura e cedidos à Empav para que não haja despesa com rescisão de contrato.
- Avaliar juridicamente se há possibilidade de retorno da prestação de serviços pela Empav aos setores privados.

