Notícias
SINSERPU-JF interveio para formalizar protocolo que garante segurança de pacientes e profissinais de enfermagem no uso de ferro endovenoso nas UBSs

Após cobranças do SINSERPU-JF, foi oficializado o documento que estabelece as regras para a aplicação de ferro nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Juiz de Fora. O protocolo define quais medicamentos de ferro injetável podem ser usados, exige o cumprimento de requisitos e documentação obrigatória, além de acompanhamento contínuo por enfermeiro e médico. O texto também detalha os materiais e remédios de emergência que cada unidade deve ter disponíveis para lidar com reações graves. Segundo o diretor de Saúde do SINSERPU-JF, Anderson Gonçalves, o “Andinho”, o processo foi longo: “Quando a gente assumiu o sindicato, a gente tinha um protocolo que não tinha sido concluído e, com isso, ele não tinha finalidade. Quando essa situação chegou ao nosso conhecimento, a gente pediu um parecer da Câmara Técnica do COREM que nos informaram o que precisava ser feito. A gente levou essa discussão ao Conselho Municipal de Saúde e fomos buscar profissionais habilitados para finalizar um novo projeto. Isso demorou mais de um ano, mas agora o documento foi finalizado, formalizado e já está apto para o uso nas unidades de saúde”, comemorou Andinho.
O protocolo determina que a suplementação de ferro por via oral seja priorizada no lugar do ferro intravenoso. O documento também lista situações em que o procedimento não pode ser feito, como infecções agudas, crises de pressão alta, gestação e hemodiálise. Além disso, exige a presença física e ininterrupta de um médico durante toda a aplicação endovenosa e pelos 30 minutos seguintes de observação. A enfermagem só pode realizar o procedimento sob supervisão direta, dada a necessidade de alta vigilância. O documento ainda inclui anexos como o termo de consentimento do paciente, formulário de coleta de dados e um fluxo padronizado de encaminhamento para UPAs em casos de intercorrências graves.
Para o SINSERPU-JF, a ausência de regras colocava em risco pacientes e trabalhadores. A oficialização do protocolo é uma resposta, mesmo que tardia, a essa reivindicação, pois fornece o fluxo de atendimento, define responsabilidades e cria as condições de segurança e respaldo legal que o SINSERPU-JF exigia. “É preciso destacar que houve um trabalho intenso do Sindicato e do Conselho Municipal de Saúde para que a Secretaria de Saúde e demais responsáveis finalizassem esse protocolo para que os profissionais de enfermagem pudessem realizar o procedimento de aplicação de ferro com segurança técnica e legal”, frisou Andinho.
