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SINSERPU-JF cobra soluções para sobrecarga no HPS e reforça denúncia feita em julho sobre o Sistema CORE/MG

SINSERPU-JF cobra soluções para sobrecarga no HPS e reforça denúncia feita em julho sobre o Sistema CORE/MG

Nesta sexta-feira, 23, a Prefeitura de Juiz de Fora divulgou uma nota à imprensa sobre a situação de sobrecarga no Hospital de Pronto Socorro Dr. Mozart Geraldo Teixeira (HPS), atribuindo o aumento de 36,5% na demanda por atendimentos no HPS, entre os dias 19 e 22 de outubro, a três fatores: crescimento pontual da procura, mudança no perfil dos pacientes (com mais casos graves) e o elevado volume de transferências de outros municípios reguladas pela CORE, o que elevou a ocupação dos leitos de enfermaria a 95%. Contudo, o SINSERPU-JF já havia alertado o Poder Público sobre os riscos de problemas dessa ordem ocorrerem no maior hospital de urgência e emergência da região. Em 8 de julho deste ano, o Sindicato encaminhou um ofício à Câmara Municipal e às secretarias de Governo e de Saúde sobre pontos problemáticos quanto à implantação do Sistema CORE/MG (Central de Operações para Regulação Estadual). O documento evidenciou fragilidades como instabilidades do sistema, alterações de protocolos, retrabalho, aumento da demanda administrativa, insuficiência de capacitação e comunicação deficitária entre os entes envolvidos — fatores que repercutem diretamente na assistência à população e nas condições de trabalho dos servidores.

O SINSERPU-JF chegou a solicitar que a Câmara Municipal realizasse audiências separadas para tratar dessas situações, de modo a garantir debates específicos e encaminhamentos concretos para cada problema apontado. Entre as propostas do Sindicato, está a instituição de um Comitê Permanente de Acompanhamento da Implantação do CORE/MG com participação do Estado, do Município, dos trabalhadores e do controle social; a avaliação técnica permanente dos impactos do sistema; a divulgação periódica de indicadores públicos (tempo médio de regulação, solicitações pendentes, espera por leitos, indisponibilidade do sistema e taxa de ocupação hospitalar); a implementação de programa permanente de capacitação; o reforço das equipes administrativas e assistenciais nas unidades afetadas; a elaboração de plano de contingência para instabilidades tecnológicas; a garantia formal de que nenhum servidor seja responsabilizado por falhas estruturais do sistema; a apresentação de relatório técnico pelo Estado e pelo Município; e a discussão permanente do tema no Conselho Municipal de Saúde e na Câmara. O SINSERPU-JF reafirma que não basta identificar os problemas: é indispensável que o debate resulte em encaminhamentos efetivos, com responsabilidades, prazos e medidas capazes de assegurar melhores condições de trabalho aos servidores e maior eficiência na regulação e na assistência à população – o que não vem ocorrendo até o momento.

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