SINSERPU-JF discute plano de trabalho para combater o racismo
Dentro da programação do Seminário Nacional sobre as respostas do serviço público à conjuntura atual, o diretor Social, Raça e Gênero do SINSERPU-JF, Adenilson Reginaldo “Zé Neguinho”, participou, na manhã desta quarta-feira (5 de agosto), da reunião do Comitê de Combate ao Racismo (um órgão Consultivo Sub-regional da Internacional de Serviços Públicos/ISP Brasil, promotora do Seminário que está sendo realizado em Fortaleza/CE). Da reunião saiu um Plano de Trabalho 2027, definindo prioridades, estratégias e ações para fortalecer a atuação sindical no combate ao racismo, e também à xenofobia e a todas as formas de discriminação – Paralelamente, reuniões similares tiveram o mesmo objetivo, em temas igualmente fundamentais como juventude, diversidade, justiça climática e defesa dos serviços públicos.
“Uma reunião extremamente importante, onde todas as questões relativas ao tema foram abordadas. Entre elas: o racismo no cotidiano; a importância de cotas raciais em concursos públicos (defendida para ser uma bandeira de luta prioritária da ISP); a necessidade de indicadores confiáveis do problema e de formar lideranças negras no mundo sindical, e o reforço nas datas importantes da negritude e nos canais de denúncias de racismo”, listou Adenilson Reginaldo. “Com destaque para as propostas de campanhas de conscientização (tipo “ninguém nasce racista”), de troca de experiências entre os sindicatos e de elaboração de uma carta aos candidatos das eleições 2026 (a presidente e a governadores dos estados) com as principais demandas, além de informativos mensais sobre o tema”, completou o representante do SINSERPU-JF no evento.
Estendendo a discussão, e trazendo para a realidade de Juiz de Fora, Adenilson Reginaldo relatou que o combate ao racismo é dificultado por alguns fatores. “A maioria dos casos de racismo é funcional, mas as instâncias que tratam do problema não são totalmente independentes dos gestores públicos – o que leva a uma certa falta de confiança da vítima em relatar o caso. Além disso há o fato de que, muitas vezes, o caso é tratado como assédio moral, mas pode ser racismo”, afirmou o diretor do SINSERPU-JF, que defende que os sindicatos criem um mecanismo de “atendimento direto” à vítima, sem interferência “externa”, e também elaborem uma cartilha de orientação sobre a questão.