Após assembleia do SINSERPU-JF sobre violência nas unidades de saúde, o assunto volta a ser manchete
A escalada da violência contra servidores municipais nas unidades de saúde de Juiz de Fora ganhou, mais uma vez, destaque na mídia local. Com a manchete “Sob ameaça: a rotina de quem está na linha de frente”, a edição desta quinta-feira, 2 de julho, da Tribuna de Minas traz um alerta: “casos de agressões, ameaças e intimidações se acumulam em UBSs e hospitais do município, enquanto entidades de classe cobram medidas efetivas de proteção”. Entre as entidades ouvidas na matéria, está o SINSERPU-JF. O diretor de Saúde Anderson Gonçalves, o “Andinho”, foi enfático: “Não bastam justificativas ou soluções paliativas: é preciso agir com responsabilidade, firmeza e compromisso com a vida de quem cuida da população”.
A matéria da Tribuna foi publicada dois dias depois da Assembleia Geral promovida pelo SINSERPU-JF, cuja pauta principal foi justamente o combate à violência nas unidades de saúde. Profissionais da saúde lotaram o auditório do sindicato na última terça-feira, dia 30 de junho, quando foi abordado o agravamento da violência nos locais de trabalho e a urgência de ações efetivas para proteger quem cuida da nossa população.
Na ocasião, o diretor de Saúde apresentou dados alarmantes que revelam uma situação que já saiu do controle, com registros de agressões físicas, ameaças de morte, intimidação com arma branca, depredação e brigas generalizadas, atingindo principalmente profissionais de enfermagem e medicina de UBSs e do HPS.
Andinho salientou que, mesmo sendo números subnotificados, essa situação evidencia a necessidade de medidas urgentes de proteção, prevenção e resposta por parte do Poder Público. “O que está acontecendo não é caso isolado, nem fato pontual. É um problema grave, repetido e anunciado, que exige resposta imediata, rigorosa e concreta. Não bastam notas de lamentação nem promessas vazias: é preciso reforço real na segurança das unidades, proteção efetiva às equipes e responsabilização de quem agride”, observou. “A saúde pública só existe quando há respeito, condições de trabalho e proteção para quem atende. Sem isso, o sistema adoece junto com seus trabalhadores”, concluiu o diretor.