Trabalhadores da AMAC retornam às atividades nesta sexta-feira, dia 12, e aprovam estado permanente de mobilização
As trabalhadoras da AMAC que foram ao prédio da Prefeitura nesta quinta-feira, dia 11, no terceiro dia de paralisação da categoria, não só enfrentaram a chuva fina e o frio. Elas tiveram que suportar o assédio e as ameaças de corte de horas ou demissões. “Essa é a forma mais absurda de assédio. Voltar a trabalhar porque a sua empresa ameaçou é inadmissível”, salientou a presidenta do SINSERPU-JF, Deise Medeiros, logo no começo de sua fala. “A direção da AMAC cedeu a uma gestão assediadora, que incentiva as chefias a perseguir servidores. A Prefeitura age de maneira covarde e ditatorial. Eles não batem, eles não matam, mas assediam de outras formas: vou tirar o seu emprego, o seu cargo, descontar suas horas de trabalho, submetem os trabalhadores a relatórios cruéis, asfixiando qualquer meio de resistência”, observou Deise.
Mas o assédio, as ameaças, o frio e a chuva não são obstáculos para quem está disposto a lutar por direitos básicos que envolvem salário justo, dignidade no trabalho, respeito e valorização – é o que provaram as trabalhadoras presentes no pátio da Prefeitura. O piquenique programado para ocorrer ao ar livre foi realizado na parte coberta, embalado por música e espírito de solidariedade. Se o tempo estava ruim lá fora, nesse espaço, o clima era de confraternização e apoio. E foi nesse ambiente que elas votaram os próximos passos do movimento, que inclui o retorno às atividades nesta sexta-feira, 12 de julho, e o estado de mobilização permanente, para acompanhar os desdobramentos das negociações.
Na tarde desta quinta-feira, o SINSERPU-JF já encaminhou um ofício à direção da AMAC comunicando as deliberações aprovadas pela maioria na Assembleia de hoje. No documento, o sindicato reivindica que não haja qualquer desconto financeiro pelos dias paralisados e exige a abertura imediata de negociação com a direção da instituição para abono ou compensação das horas não trabalhadas, sem prejuízo remuneratório. Entre as deliberações, destaca-se, ainda, a possibilidade de retomada da paralisação integral a partir do dia 18 de julho, caso a reunião entre o Município e as OSCs prevista para o dia 17 não ocorra, seja remarcada sem concordância das partes ou sofra qualquer impedimento. A categoria também aprovou a constituição de uma mesa permanente de diálogo sobre os serviços Curumim, com participação do sindicato, da AMAC e dos trabalhadores, e garantiu a presença do SINSERPU-JF na inauguração da nova creche na próxima semana. O sindicato solicita à direção da AMAC manifestação formal sobre os encaminhamentos, especialmente quanto à negociação dos dias paralisados e à instalação da mesa de diálogo. “Nós não iremos permitir qualquer forma de retaliação contra os trabalhadores e trabalhadoras da AMAC”, sentenciou a vice-presidente do SINSERPU-JF, Lucilea Pereira.
Antes do fechamento dessa matéria, o SINSERPU-JF recebeu um ofício da direção da AMAC informando que a reunião com representantes do Executivo Municipal irá ocorrer amanhã, sexta-feira, dia 12 de junho. “A mobilização histórica dos trabalhadores e trabalhadoras da AMAC aliada à resistência da categoria fizeram com que a reunião fosse antecipada. Isso é resultado de um movimento legítimo e válido para a garantia de direitos essenciais”, concluiu Deise Medeiros.