SINSERPU-JF alerta: saúde mental dos servidores da Empav exige ações imediatas e estruturais
Em um cenário onde o adoecimento emocional no serviço público tem se tornado uma epidemia silenciosa, o SINSERPU-JF reforça a necessidade urgente de implementação de políticas efetivas de proteção à saúde mental para os servidores da Empav. O diretor de Relações Institucionais do Sindicato, Agnaldo de Almeida, destaca que, embora haja iniciativas importantes como as Rodas de Conversa realizadas nos trechos de trabalho, elas não podem ser vistas como solução isolada. A psicóloga Maria José Figueira e o ergonomista Washington Londres conduziram uma dos encontros do projeto Roda de Conversa, em que foram abordados temas como saúde mental, combate ao esgotamento e integração do bem-estar físico e organizacional. “A saúde mental é condição essencial para o bem-estar do trabalhador. Tanto que, recentemente, entrou em vigor a atualização da NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1) que expande as obrigações de Saúde e Segurança do Trabalho (SST), tendo como foco principal a inclusão obrigatória da gestão de riscos psicossociais”, lembra Agnaldo.
O dirigente sindical ressalta que a atualização da Norma Regulamentadora Nº 1 muda radicalmente o patamar de responsabilidade institucional. Pressão excessiva, metas abusivas, assédio moral, jornadas exaustivas e sobrecarga emocional deixaram de ser questões secundárias para se tornarem riscos formais que precisam ser identificados, documentados e prevenidos no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). “A ausência desse controle pode gerar muitos problemas, como burnout, ansiedade e depressão ocupacional. Por isso, o SINSERPU-JF cobra da gestão da Empav ações permanentes e não apenas campanhas pontuais como Outubro Rosa e Novembro Azul. A luta por um ambiente de trabalho seguro, equilibrado e que cuide verdadeiramente do trabalhador é uma prioridade inegociável para este Sindicato”, conclui o diretor.