
Nesta sexta-feira, 29 de maio, o vereador Maurício Delgado (Rede) leu no plenário da Câmara Municipal uma carta de autoria da vice-presidenta do SINSERPU-JF, Lucilea Pereira, sobre a situação dos servidores da AMAC. Confira no vídeo, a leitura completa feita pelo parlamentar do documento que destaca a Assembleia Geral com paralisação no dia 9 de junho.
Leia a carta na íntegra:
“Subo a esta tribuna para manifestar meu apoio aos trabalhadores e trabalhadoras da AMAC e das demais Organizações da Sociedade Civil que prestam serviços essenciais nas áreas da educação e da assistência social em nosso município.
É lamentável que esses profissionais, que dedicam suas vidas ao cuidado das crianças, das famílias em situação de vulnerabilidade e ao atendimento da população mais necessitada, tenham que recorrer a paralisações para cobrar algo tão básico: a valorização do seu trabalho e a reposição de suas perdas salariais.
Faço aqui um apelo à Prefeitura para que tenha sensibilidade e responsabilidade com essa situação. É fundamental que seja realizado o reequilíbrio financeiro dos Termos de Colaboração firmados com as OSCs, garantindo condições para que essas entidades possam negociar com o sindicato representante da categoria, o SINSERPU, e conceder ao menos o reajuste correspondente ao IPCA com retroativo.
Estamos falando de um direito mínimo dos trabalhadores. Não é aceitável que homens e mulheres que sustentam serviços públicos essenciais precisem ir à porta da Prefeitura para pedir aquilo que a legislação já assegura: a recomposição do poder de compra de seus salários.
A situação é ainda mais preocupante quando observamos a realidade das professoras de creche. Profissionais que trabalham 40 horas semanais, 8 horas por dia, exercendo uma função de extrema importância para a formação das nossas crianças, e que sequer recebem o Piso Nacional do Magistério. Isso representa uma enorme injustiça e uma demonstração da falta de valorização desses profissionais.
Além disso, diversos trabalhadores recebem salários extremamente baixos, não contam com ticket alimentação e ainda arcam com desconto de 6% para utilização do vale-transporte. São condições que penalizam justamente aqueles que mais contribuem para o funcionamento dos serviços públicos conveniados.
Não podemos fechar os olhos para essa realidade. Os trabalhadores da AMAC e das demais OSCs são parte fundamental da rede de educação e assistência social do município. Sem eles, milhares de famílias seriam diretamente prejudicadas.
Por isso, faço um chamado à senhora Prefeita para que dialogue, reconheça a importância desses profissionais e determine, com urgência, o reequilíbrio financeiro necessário para que as entidades tenham condições de atender às reivindicações legítimas da categoria.
Valorizar os trabalhadores não é favor. Valorizar os trabalhadores é dever de quem administra a cidade. E respeitar quem cuida da nossa população deve ser prioridade de qualquer governo comprometido com a justiça social.”
Lucilea Pereira
Vice-presidenta do SINSERPU-JF
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