
A presidenta do SINSERPU-JF, Deise Medeiros, acompanhada de oito diretores do sindicato, esteve na manhã desta quinta-feira (14) na Empresa Municipal de Pavimentação e Urbanidades (Empav) para repudiar com veemência a situação de assédio, perseguições e represálias cometidas contra os servidores pela diretora-presidente da empresa, Mirelly Cardoso. Durante a visita, Deise anunciou a entrega do Jabuti de Diamante à gestora, selo criado pelo sindicato no ano passado para registrar o “descompasso” entre a administração municipal e os interesses dos trabalhadores. “O sindicato é o braço do trabalhador — se vocês não podem trazer para nós os problemas, nós denunciaremos por vocês”, afirmou a presidenta, que conversou com os funcionários sobre o clima insustentável imposto pela atual gestão.
Os diretores do SINSERPU-JF presentes foram Adenilson Reginaldo “Zé Neguinho” (Social, Raça e Gênero), Agnaldo Almeida (Relações Institucionais), Alexandre Crepaldi “Chaves” (Financeiro), Anderson Gonçalves “Andinho” (Saúde), Irlan Pereira (Comunicação Social e Cultura), Marco Ribeiro (Financeiro), Raphael de Oliveira (Legislação e Assuntos Jurídicos) e Tânia Machado (Formação Sindical).
Deise reforçou o compromisso do sindicato com os servidores e criticou duramente as atitudes da direção da Empav, incluindo o comportamento desprezível de alguns diretores da empresa durante o ato — que ficaram debochando da ação legítima promovida pelo SINSERPU-JF. A presidenta ressaltou que, ao demonstrar desprezo pela entidade sindical, eles estão, na realidade, demonstrando escárnio pelos trabalhadores que atuam no local, confirmando o cenário de assédio e desdém da direção da Empav para com os seus servidores.
Para agravar, a direção da Empav vem praticando assédio institucional e conduta antissindical. Foram relatadas represálias contra servidores que tentaram se organizar, perseguição, tentativas de obstruir o direito à livre circulação de dirigentes sindicais nas dependências da empresa e intimidação sistemática. “Isso é prática antissindical pura e simples”, denunciou Deise. “Assédio institucional contra o direito de organização dos trabalhadores. A direção da Empav não apenas persegue servidores, como tenta calar o sindicato. Nós não nos calaremos.”
Para Deise, é uma situação insustentável, vinda de uma Prefeitura do PT. Diante dos risos de chacota de diretores que deveriam ter o mínimo de postura e bom senso, Deise frisou que muitos trabalhadores dedicam seu tempo ao serviço público e adoecem no ambiente de trabalho — e que cargos de chefia são passageiros: “servidores municipais permanecem”, declarou. Enquanto a direção da empresa, comandada por Mirelly Cardoso, tenta criminalizar a luta dos trabalhadores, o SINSERPU-JF continuará firme na defesa dos servidores – e alerta: assédio é crime, e antissindicalismo não será tolerado. Ela salientou que, toda vez que o sindicato estiver na Empav, não será tolerado que os trabalhadores sejam intimidados para sair do pátio sem ouvir o que a entidade que os representa tem a dizer. “Nós mandamos um ofício para a Empav, solicitando uma reunião para tratar sobre questões importantes que envolvem os trabalhadores, como transferência de servidor e data de pagamento. É absurdo que a Empav não receba o sindicato para tratar de problemas que a própria empresa criou para os trabalhadores. Se essa reunião não for agendada até o fim da semana que vem, nós faremos um novo ato na Empav e esse ato será muito mais simbólico do que o de hoje”, alertou a presidenta Deise.
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