SINSERPU-JF vai ao HPS, para protestar contra a transferência do DID
A presidenta, Deise Medeiros, e o diretor de Saúde do SINSERPU-JF, Anderson Luís Gonçalves “Andinho”, estiveram na manhã desta sexta-feira (6 de março) no HPS (Hospital de Pronto Socorro), para protestar contra a retirada, às pressas, do DID (Departamento de Internação Domiciliar) do local tradicional, transferido para a Secretaria do Bem-Estar Animal e a Vigilância/Zoonoses, no quarto andar – que, definitivamente, não é adequado para o pessoal, uma equipe grande e especializada, do DID e muito menos para os serviços prestados pelo Departamento.
“A alegação dos gestores, para a transferência, foi a existência de rachaduras no espaço anterior, embora não haja um laudo da Defesa Civil ou qualquer outro documento sobre isso. E, para complicar, no mesmo dia (da interdição) o local virou depósito de material e de passagem de pessoas, tudo de forma inadequada, mostrando que o local só estava interditado mesmo para o DID”, relatou Deise Medeiros.
Na manhã, ela e Anderson Gonçalves participaram de uma reunião com o secretário municipal de Saúde, Jonathan Ferreira Tomaz, o diretor-geral do HPS, Adriano Miranda, e a Mesa Diretora do Conselho Municipal de Saúde. Na ocasião, foram debatidas possíveis saídas para o impasse. “O espaço futuro do DID seria o que foi usado pela empresa DaVita, que, no entanto, ainda não desocupou o local. Até lá, a saída, proposta pelo secretário de Saúde, é colocar o DID no prédio da CESAMA (Avenida Rio Branco, altura da Rua São Sebastião). Só que o DID tem que ficar em uma unidade hospitalar, por conta de sua natureza humanizante”, informou a presidenta do SINSERPU-JF.
“Além da precariedade do local, o que incomodou bastante os trabalhadores foi a retirada abrupta dos funcionários. Toda movimentação de pessoal tem que ser algo planejado e comunicado devidamente. Ninguém soube de nada e isso, essa relação sem diálogo, é muito ruim. Tirar o serviço de um local dessa forma traz contratempos”, destacou Deise Medeiros, que anunciou o envio de correspondências para a Secretaria Municipal de Saúde, a Vigilância Sanitária e a Defesa Civil pedindo explicações oficiais sobre a necessidade ou não de interditar o local onde funcionava o DID.
Anderson Gonçalves, funcionário do DID, acrescentou: “A realocação do Departamento para outro setor tem gerado sérios transtornos não apenas aos pacientes assistidos, mas também aos próprios trabalhadores.Além dos impactos diretos na qualidade do atendimento, os servidores enfrentam condições difíceis de trabalho no novo local. O ponto biométrico não consegue cadastrar todos os profissionais do serviço, comprometendo o controle de jornada e gerando sobrecarga administrativa”.
“A situação”, continua o diretor de Saúde do SINSERPU-JF, “se agrava ainda mais pela acomodação em um prédio cuja sinalização permite no máximo 64 pessoas. No dia a dia, porém, circula um número acima do limite permitido. Essa superlotação compromete a segurança, a saúde ocupacional e a eficiência do serviço público”.
Por fim, Anderson Gonçalves informou que o “secretário municipal de Saúde prometeu que essa situação é temporária e que não irá medir esforços para a regularizar o antigo prédio, que foi desocupado recentemente. E que nesse primeiro momento, a preocupação foi a segurança dos trabalhadores”.