A presidenta do SINSERPU-JF, Deise Medeiros, e os diretores Agnaldo Jailson (Relações Institucionais), Tânia Machado (Formação Sindical) e Eliel Dias (Base) estiveram na Empav para ouvir e amplificar a voz dos servidores, vítimas de graves denúncias de truculência, assédio moral e perseguição por parte da atual gestão do órgão. A iniciativa ocorreu após inúmeras denúncias que chegaram ao Sindicato e que levou a um patamar na resistência contra uma administração municipal acusada de trair aqueles que a elegeram.
O clima encontrado no pátio da Empav era de revolta e indignação. Servidores relataram um ambiente de opressão e coação, onde detalhes mínimos, como atrasos de poucos minutos no ponto, são usados como ferramenta de assédio. A diretoria da EMPAV tem suspendido trabalhadores doentes, numa nítida demonstração de querer se ver livre dos servidores. A conquista da redução de jornada, uma vitória da categoria, estaria sendo distorcida e aplicada como forma de penalidade. Deise Medeiros foi categórica ao destacar a contradição histórica: “Não podemos aceitar que esse mesmo partido [PT], que teve apoio massivo dos servidores da Empav nas eleições, trate o trabalhador com tanta truculência. É especialmente cruel que essa gestão aja dessa forma contra trabalhadores que apoiaram em massa a prefeita Margarida nas últimas eleições municipais”.
Contexto histórico
A revolta tem um gosto amargo de traição. A Empav, criada em 1974, sempre foi um bastião de servidores públicos dedicados. Por décadas, a cidade foi administrada por governos de direita e centro (ARENA, PDS, PMDB, PSDB). A eleição e reeleição de Margarida Salomão (PT), consolidada em 2024 com um mandato até 2028, foi amplamente apoiada pelos trabalhadores da Empav, que esperavam um tratamento progressista e respeitoso.
A realidade, no entanto, é oposta. Além das perseguições, a gestão negligência direitos básicos: há três anos não realiza o exame médico periódico, um dever legal, e nega aos servidores o direito a cursos de capacitação. A questão dos pagamentos em dia, compromisso básico de qualquer empregador, tornou-se fonte de insegurança.
Nas palavras de Deise Medeiros, “Estamos vivendo um governo progressista que age com mãos de ferro. Mãos de ferro não têm espaço em um governo que se diz progressista. O mínimo que estes trabalhadores exigem é respeito, salários pagos pontualmente e dignidade.”
O aviso final
“Chega de conversa. O aviso está dado. A paciência se esgotou. Ou a diretoria da Empav e a Prefeitura ajustam imediatamente o que precisa ser ajustado – incluindo o fim das suspensões persecutórias, a regularidade absoluta nos pagamentos, a realização dos exames periódicos e a oferta de capacitação – ou nós, do SINSERPU-JF, levaremos essa batalha para a Justiça do Trabalho. Não recuaremos. A luta continua, porque quem mantém e cuida desta cidade merece ser tratado com dignidade e receber seu suado salário no dia correto”, declarou Deise.
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