Bloco do Servidor na Avenida, contra o sucateamento do PAS-JF e outros jabutis
O Carnaval do Bloco do Servidor 2026 foi quase igual àquele que passou. No Desfile, na tarde/noite desta sexta-feira (6 de fevereiro), mais cedo, mas com a mesma chuva, só que mais intensa e quase intermitente, estavam lá:
As Rainhas da Bateria Gracinda Ribeiro e Mirella Lopes, os casais de mestre-sala e porta-bandeira, Aloisio Batista “Beija-flor” e Beth Siqueira, Bia Costa e João Lucas – e estão todos quase virando um patrimônio cultural do Bloco;
O compositor do samba Lupércio e o puxador Coxinha, com os auxílios luxuosos de Alex Ferreira Black, Felipe Ferreiro, Professor Betão e a bateria do Mestre Nem do Ladeira – e estão, todos, quase recebendo o título de “Velha Guarda” do Bloco;
Os diretores do Sindicato e muitos servidores – todos quase eleitos os foliões do ano;
(Teve até a realeza do Samba, com o ar da graça dado pelo Rei Momo Eduardo, a Rainha do Carnaval 2026 Marcelle, as princesas Andressa e Ariele e os “musos” LGBTQIA+ Bruno, Lana e Carlos).
E estava lá, claro, o jabuti, o animal que, no mundo político, virou símbolo do mal feito e até do feito direcionado, para privilegiar uns poucos e prejudicar muitos – com destaque para as duas enormes alegorias do “Jabuti de Ouro”, concedido à crise do PAS-JF, o Plano de Saúde do Servidor que de tão problemático está adoecendo o trabalhador, numa inversão completa e absurda de seu proposito inicial.
Os foliões levaram o Bloco com galhardia e alegria pelo circuito Zé Kodac (Parque Halfeld a Praça da Estação), mas, antes, durante e depois da Festa de Momo, todos sabem apontar o jabuti, e, mais importante, sabem quem colocou ele lá, já que o bicho não sobe em árvore mas insiste em lá ficar: os políticos que votam uma PEC que ataca frontalmente os direitos dos servidores e o próprio conceito de serviço público; os gestores adeptos da precarização e da terceirização dos serviços, e a Administração Municipal de Juiz de Fora que, no mínimo por omissão, permitiu o sucateamento do PAS-JF.
“Repetimos o jabuti no Desfile deste ano porque a PJF insiste em desrespeitar o servidor”, destacou a presidenta do SINSERPU-JF, Deise Medeiros.
E para o SINSERPU-JF, o Plano de Saúde é um problema estrutural, de alta complexidade e profundo impacto social, que atinge o coração da carreira do funcionalismo.
O samba do Bloco do Servidor, “O Jabuti é Sempre Outro”, disse tudo isso, com todas as letras, e vai ficar na memória por um bom tempo.
“O Desfile foi alegre, mostrou a coesão da diretoria do Sindicato e a união da categoria. Foi irreverente como deve ser, e com protestos, pelos absurdos que o poder público tenta impor à classe trabalhadora”, resumiu a presidenta do Sindicato.