Trabalhadores do DEMLURB protestam contra inoperância da PJF, e SINSERPU-JF exige soluções definitivas
Os trabalhadores do DEMLURB não aguentam mais a inoperância da Prefeitura Municipal de Juiz de Fora. É um fato. São inúmeros e “eternos” erros nos contracheques, não corrigidos nas necessárias e possíveis folhas complementares (o que causa distorções nos vencimentos dos servidores e, consequentemente, prejuízo no orçamento); e são notórias as irregularidades relativas aos vales-transportes intermunicipais.
Essa insatisfação com a falta de medidas reguladoras da PJF desaguou na Assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (3 de dezembro), no pátio da sede administrativa do DEMLURB (na Vila Ideal), quando o SINSERPU-JF exigiu soluções definitivas para os problemas.
“Os erros são sempre colocados na conta de ‘falhas de sistema’, e em alguns casos os transtornos já vem ocorrendo há cinco meses. Isso está adoecendo mentalmente o trabalhador, que exige ser tratado com dignidade e respeito”, constatou o diretor Social, Raça e Gênero do SINSERPU-JF e funcionário do DEMLURB, Adenilson Reginaldo “Zé Neguinho”.
“Esses argumentos da PJF não serão aceitos mais. O Sindicato nunca se negou ao diálogo, e desde o dia 10 de novembro vem tentando uma solução – e a Administração “empurrando” o problema. Agora chega”, afirmou a presidenta do SINSERPU-JF, Deise Medeiros, que citou também as constantes práticas de assédio moral no DEMLURB. Tantas que o Sindicato já está na Justiça, contra um chefe do setor da Varrição. “O fato aconteceu no dia 29 de outubro, foi comunicado imediatamente à direção do DEMLURB, formalizamos a denúncia no Ministério Público do Trabalho e na assembleia de hoje cobramos publicamente as devidas medidas dos gestores diante da denúncia”, relatou Deise Medeiros.
Os demais diretores do SINSERPU-JF que se pronunciaram também destacaram o “clima ruim” no DEMLURB, por conta de práticas de alguns dirigentes. “Assédio é crime e tem que ser denunciado”, lembrou Denise Medeiros; “O tempo de usar politicamente o DEMLURB acabou”, alertou Anderson Luís Gonçalves “Andinho”; E Weber Wagner denunciou a tentativa da Administração de “esvaziar” a Assembleia.
Ao final, em votação, os servidores aprovaram, por unanimidade, um prazo de 15 dias para que a direção do DEMLURB resolva de vez os problemas, com a garantia de não repetição dos erros. Caso contrário, o caminho será uma greve por tempo indeterminado. Nesse sentido, os trabalhadores aprovaram “o estado permanente de assembleia”. Ou seja, a mobilização continua, e uma nova reunião deliberativa pode ser chamada a qualquer momento.