Notícias

Começam as negociações da Campanha Salarial 2025, com discussão de seis itens iniciais

Começam as negociações da Campanha Salarial 2025, com discussão de seis itens iniciais

Uma reunião, na manhã desta sexta-feira (17 de janeiro), deu início às negociações entre o SINSERPU-JF e a Prefeitura de Juiz de Fora da Campanha Salarial 2025 dos servidores públicos municipais. Nesta primeira rodada seis tópicos foram colocados na mesa:

1) Reposição salarial, com a garantia de aplicação automática do IPCA (hoje em 4,71%), sem negociação, por se tratar de direito garantido em Lei – o índice de ganho real nos salários, do qual o Sindicato não abre mão, será discutido na próxima reunião, na primeira quinzena de fevereiro;

2) Reajuste no ticket alimentação, para R$ 700,00, sem perdas de qualquer natureza por conta da assiduidade – ou seja, atestados médicos não inviabilizam o recebimento integral;

3) Realização de processos seletivos interno, que em muitas carreiras, a maioria da PJF, não acontecem há anos;

4) Correção da situação de 20 cargos da PJF, que recebem R$ 1.429 mensais – menos, portanto, que o salário mínimo;

5) Redução da carga horária, se adequando dessa forma aos novos tempos e à própria estrutura de trabalho. Neste ponto, com destaque para o fim da escala “6×1” no DEMLURB;

6) Realização de concursos públicos, já que são várias as carreiras (guarda municipal, motorista, auxiliar de enfermagem, técnicos em laboratório e encarregados do DEMLURB como exemplos) que sofrem com a defasagem de pessoal. O concurso é apontado também como vital para as contas futuras do JFPREV.

“São demandas realistas e sensatas, como são os demais itens da Pauta de Reivindicações aprovada em Assembleia e protocoladas na Prefeitura no dia 13 de novembro. Não cabe ao Sindicato ‘vender terreno na lua” e sim defender e lutar pelos direitos, por ganhos e pela valorização dos servidores”, argumentou a presidenta do SINSERPU-JF, Deise Medeiros – que na reunião estava acompanhada do vice-presidente Weber Wagner e dos diretores Adenilson Reginaldo “Zé Neguinho” (Social, Raça e Gênero), Anderson Luís Gonçalves “Andinho” (Saúde) e Raphael de Oliveira (Legislação e Assuntos Jurídicos).

Sobre as pautas iniciais apresentadas, o secretário municipal de Recursos Humanos, Matheus Jacometti, disse que elas serão avaliadas “levando em conta o impacto financeiro dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal/LRF”. Por ora ele prometeu fazer “um levantamento dos cargos que recebem menos que o salário mínimo” e “possíveis avanços” na questão dos processos seletivos internos – com possibilidade de apresentação de um cronograma em fevereiro. Ao lado da subsecretária de Pessoas, Vitória Gouveia, ele garantiu ainda que estará “à disposição para reuniões constantes com o Sindicato”.

A reunião desta manhã estava marcada para acontecer na última quarta-feira (15 de janeiro), mas transferida para terça-feira (21 de janeiro) a pedido da Prefeitura. Porém, a própria secretaria de Recursos Humanos voltou atrás no pedido de adiamento para semana que vem e solicitou, no final da tarde de ontem (quinta-feira) que fosse realizada nesta sexta-feira.

Campanha Nacional de valorização do servidor – Para além da questão local, o SINSERPU-JF segue as orientações da CONFETAM (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal – entidade da qual o Sindicato é filiado) na Campanha Nacional “Quem Cuida Desta Cidade Sou Eu!”, que tem 25 eixos de propostas e reivindicações gerais. São eles:
1. Realizar a valorização salarial da servidora pública e do servidor público;
2. Garantir concursos públicos e estabilidade;
3. Aprovar e implementar leis que garantam pisos salariais e carreiras para todas as categorias;
4. Lutar contra qualquer reforma administrativa que não inclua o debate com as servidoras e os servidores;
5. Lutar pela revogação das reformas da previdência, trabalhista e da lei da terceirização;
6. Lutar contra a PEC 66, que aprofunda os ataques à previdência pública;
7. Lutar pela ratificação da Convenção 190 da OIT, que trata sobre violência e assédio no mundo do trabalho;
8. Lutar pela regulamentação da Convenção 151 da OIT, que trata da negociação coletiva no setor público;
9. Defender o SUS e o SUAS, com carreira no SUS e gestão democrática no SUAS com mesa de negociação permanente;
10. Defender a PEC 383, que destina 1% do orçamento ao SUAS;
11. Combater todas as formas de precarização das relações de trabalho;
12. Promover políticas de igualdade de oportunidades para mulheres, negros e negras, pessoas com deficiência, jovens e LGBTQIAS;
13. Lutar por uma reforma tributária justa;
.14. Combater práticas antissindicais;
15. Garantir paridade e igualdade de gênero;
16. Lutar por uma educação pública de qualidade para todos os níveis;
17. Lutar para que as guardas e os guardas civis municipais tenham seu papel reconhecido e valorizado, assegurando direitos e condições dignas de trabalho;
18. Defender uma guarda civil municipal que seja instrumento de segurança pública cidadã, preventiva, comunitária e democrática;
19. Lutar por salários e pela criação/ampliação das carreiras para ACE e ACS;
20. Exigir do poder público investimentos em políticas ambientais com foco na fiscalização, preservação e combate à degradação ambiental;
21. Exigir o pagamento do piso nacional da educação conforme determina a lei, com o salário inicial das carreiras nunca inferior ao piso;
22. Lutar para que a contribuição previdenciária dos RPPS seja a partir do teto do regime geral;
23. Ampliar gradativamente o tempo escolar para crianças em tempo integral;
24. Exigir das gestoras e dos gestores a implementação de programas de conscientização sobre mudanças climáticas e a necessidade de cuidar da casa mãe-terra;
25. Lutar para que as servidoras públicas e os servidores públicos municipais tenham um piso inicial com valores acima do salário mínimo nacional

Voltar a Notícias Voltar a Notícias
Anterior Anterior Próximo Próximo