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Francisco 29.3.21 2
29/03/2021

Vereadores de Juiz de Fora condenam discurso de ódio divulgado pelo vereador Sargento Mello Casal

Durante a sessão da Câmara Municipal de Juiz de Fora, na tarde/noite desta segunda-feira (29 de março), vereadores locais condenaram o discurso de ódio feito pelo presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, e divulgado pelo vereador juizforano Sargento Mello Casal (PTB) – em live entre os dois correligionários. No vídeo, Jefferson, com a complacência do Sargento Mello, insulta autoridades e instituições da cidade, ataca os servidores públicos e incita violência física contra os integrantes da Guarda Municipal de Juiz de Fora, proferindo “sentenças” como “montar uma milícia para dar um pau nos guardas municipais”, “surrar guardas municipais”, “dar pauladas nos joelhos, cotovelos, no ombro, para quebrar”, além de orientar a população a “atear fogo nas viaturas”.

“Foram declarações de cunho inaceitável, um discurso abjeto e vil, com calúnias de toda a natureza contra a UFJF, a prefeita Margarida Salomão, a secretaria municipal de Educação e os servidores públicos em geral. A Câmara terá que tomar uma atitude e Roberto Jefferson terá que responder pelo que disse”, disse a vereadora Cida Oliveira (PT). “São falas inacreditáveis. A Guarda Municipal é atacada em diversos pontos, inclusive pedindo às pessoas que procurem as famílias dos integrantes da corporação, com o objetivo de cometer violência”, exemplificou Tallia Sobral (PSOL), citando ainda as “declarações homofóbicas” de Jefferson. “As falas mais graves são, sim, de Jefferson, mas o vereador não poderia concordar com as atrocidades ditas”, ressaltou Laiz Perrut (PT). “Recebi inúmeras reclamações de servidores públicos e da comunidade acadêmica, que se sentiram ofendidos pela live. Estou solidária com eles”, informou Kátia Franco (PSC) – mesma postura declarada de João Wagner Antoniol (PSC). “A fala (no vídeo) é trágica, infeliz, cheia de absurdos e inaceitável”, enumerou André Luiz (Republicanos). José Márcio Garotinho (PV), que é servidor público, citou um de “seus dias mais tristes” com as agressões sofridas, “descabidas e desumanas”. Antonio Aguiar (DEM), igualmente funcionário público, se negou até a citar o nome “desse senhor, um conhecido semeador de ódio”, ao pontuar que “a violência e a falta de respeito à vida são inaceitáveis”. Por fim, o presidente da Câmara, vereador Juraci Scheffer (PT), disse que Roberto Jefferson “é uma pessoa deplorável, um bandido, sem nenhuma estatura moral, apoiador de um genocida (o presidente Jair Bolsonaro), escroque da política brasileira e, portanto, sem nenhuma credibilidade”, antes de divulgar uma Nota da Mesa Diretora do Legislativo em repúdio ao fato.

Sargento Mello Casal tergiversou, disse que foi pego de surpresa com a fala de Jefferson (embora apareça rindo na live, quando o presidente do PTB fala em milícia para bater nos guardas municipais) e atacou, novamente, a Guarda Municipal, ao ameaçar pedir um processo contra os integrantes da corporação que fizeram uma manifestação, na manhã desta segunda-feira (29 de março), justamente contra o evento criminoso proporcionado pela dupla Jefferson/Mello Casal.

A sessão da Câmara foi aberta com a leitura de uma Nota contra o referido vídeo do Fórum das Entidades Sindicais e Estudantes, formado por SINSERPU-JF, SINPRO-JF, SINDUTE/Subsede JF, Sindicato dos Odontologistas, Sindicato dos Médicos, APES-JF e DCE/UFJF. A essa nota se juntaram dezenas, de diversas entidades de todas as partes do país, puxadas pela União dos Policiais do Brasil – todas condenando com veemência o discurso criminoso de Roberto Jefferson. Todos esses documentos serão encaminhados para duas comissões legislativas da Câmara de Juiz de Fora: a de Ética e Decoro Parlamentar e a de Direitos Humanos.

Essa Nota do Fórum (veja o documento na íntegra, abaixo) foi protocolada na Câmara, um pouco antes da sessão, pelo presidente do SINSERPU-JF, Francisco “Chiquinho” Carlos da Silva (foto). O SINSERPU-JF foi, a propósito, a primeira entidade a repudiar o “diálogo” entre Roberto Jefferson e Sargento Mello Casal, ainda no sábado (27 de março).

 

Nota forun


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