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02/05/2018

Mês do Trabalhador: nada a comemorar

 

Nada a comemorar no mês do trabalhador brasileiro. Desde o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, tudo piorou sensivelmente para quem dá o próprio sangue em troca da sobrevivência. Por esse motivo, mais que nunca a hora é de resistência e luta. 
Os levantamentos estatísticos oficiais não desmentem o que todo trabalhador sente na pele. De acordo com os últimos dados do IBGE, são 13,1 milhões de desempregados. No último trimestre de 2017, esse número era de 12, 3 milhões e, segundo os especialistas, não há esperança de que a oportunidade de emprego volte a crescer.
Ainda segundo o IBGE, em números absolutos, o resultado representa um acréscimo de mais 550 mil pessoas em busca de emprego entre um trimestre e outro. A diminuição dos postos de trabalho foi verificada principalmente no grupo de serviços que reúne as atividades de administração pública, defesa, seguridade, educação, saúde e serviços sociais que perderam 435 mil postos de trabalho. Na construção civil foram menos 277 mil empregados e na indústria menos 244 mil. 
Em dezembro do ano passado a população ocupada era de 92,1 milhões de brasileiros e os trabalhadores informais (sem carteira ou por conta própria) eram 34,2 milhões, superando o contingente formal, que somava 33,3 milhões. Segundo o IBGE, foi a primeira vez na história que o número de trabalhadores sem carteira assinada superou o conjunto de empregados formais. 
O trabalho informal que voltou com força, é um sintoma da crise econômica e do projeto neoliberal em curso. Quanto mais gente trabalhando por conta própria, em atividades sem vínculo empregatício, maior a fragilidade do trabalhador e menor a sua qualidade de vida. Todo esse desmonte dos direitos da classe trabalhadora foi detalhadamente calculado e regulamentado com a Reforma Trabalhista do governo golpista, aprovada pela maioria dos deputados e senadores que o apoiam. 
Esse quadro cruel e avassalador não será solucionado se todos nós, os prejudicados, não dermos um basta na situação. Se deixarmos correr solto como está e ficarmos assistindo de camarote a farsa histórica narrada pela Globo e demais emissoras que pactuam com a facção criminosa no poder, estaremos fadados a décadas de miséria e sofrimento.


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